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Past Week, Next Year – Do Mad Men ao Mad Tech

Quando criamos o Alright Media Summit na metade deste ano, não tínhamos dúvidas de que o Pyr Marcondes era um dos melhores, senão o melhor, profissional de comunicação para conectar todos os debates em torno da revolução de comportamento, negócios e tecnologia que vivemos hoje no mercado. Aqui um resumo do que foi o Alright Media Summit.

Esta semana, num de seus artigos no Meio & Mensagem, ele tocou num ponto crucial para a transformação de negócios tradicionais em negócios digitais: Estrutura Tecnológica.

Leia os artigos do Pyr Marcondes: Gargalos do Marketing Digital 1 e Gargalos do Marketing Digital 2.

As interações do consumidor em todos os pontos de contato das marcas se multiplicaram e o fio que conecta cada interação, a entrega de conteúdo e produtos em tempo real é a tecnologia. Não existe forma escalável de coordenar uma estrutura eficiente de marketing e vendas sem uma série de camadas de tecnologia envolvendo coleta de dados, automação, compra de mídia e interação em tempo real.

A tendência que irá se confirmar logo ali, em 2017, é a de que diretores de marketing serão responsáveis por comprar mais software do que o diretor de TI. Se colocarmos nessa conta a infraestrutura de tecnologia, esse investimento pode ser maior que o próprio investimento em publicidade, segundo pesquisa realizada pela Gartner.

O marketing se tornou uma profissão digital onde os softwares são os novos intermediários. Estamos saindo da era do Mad Men para era do Mad tech.

Hoje mesmo já existem casos aqui no Brasil onde a TI e o Marketing estão unificando orçamentos pois não existe mais diferença entre um setor e outro na visão de alguns empreendedores, principalmente no e-commerce.

LEGAL! ONDE EU APRENDO ISSO?

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Como sempre aconteceu no mundo da comunicação, a academia é que vai se adaptando ao mercado. Então, você dificilmente vai aprender isso na faculdade ou no mestrado. Você vai ter que juntar os pontos por conta própria e tirar suas conclusões. Ou contar com um parceiro de tecnologia que conduza você pelo caminho certo, para explorar todo potencial que o mercado oferece, mas dentro das características do seu negócio.

Esta pesquisa feita com mais de 100 executivos de agências e anunciantes americanos mostra que mais de 60% deles não tem suporte financeiro e técnico para aprender como utilizar a tecnologia a favor dos negócios.

“Brands can no longer simply rely on agencies to provide free training but must take active steps to improve their own skills and commit to a programme of continuous media education. Training is one key tool to upgrading that internal capability, alongside recruitment, but while many recognise the benefits that better media understanding could bring to their business in a fast changing media landscape, collectively brands are failing to invest enough time and money in media training”

Acreditamos que Media Education será um foco estratégico para qualquer empresa de todos os setores em 2017.

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Isso tudo faz muito publicitário criativo coçar a cabeça e pensar em abandonar o barco, pois esse negócio ficou sem aquele charme de outros tempos. Acreditamos que é exatamente o contrário. Tecnologias de dados de consumo de conteúdo e algoritmos que entendem o comportamento do consumidor só melhoram a qualidade criativa. Uma vez que você entende mais profundamente para quem comunicar, o foco da criatividade fica mais claro e mais aprofundado. Mas isso é um papo para um post específico sobre o tema da criatividade em tempos de Mad Tech.

Leia o artigo completo no The Drum.

DMEXCO 2016

Past Week, Next Year – DMEXCO 2106

Past Week, Next Year é o review semanal da Alright Media.

Trata-se de um resumo sobre os acontecimentos e debates mais quentes do mercado de Marketing Technology (MarTech) na semana que passou.

O nome é uma referência ao momento de mudanças aceleradas que vivemos. Em uma semana se avança um novo ano. Outra característica que se aplica é o tempo que as inovações e os temas principais acabam levando para se solidificarem e se tornarem, de fato, assunto no dia-a-dia de nosso mercado regional. Na semana passada foi falado, mas daqui um ano vamos ver o mercado dando real importância para a maioria das tendências.

 

DMEXCO

A semana foi marcada por mais uma edição da DMEXCO, feira especializada em AdTech, que aconteceu na Alemanha nos dias 14 e 15 de setembro, e reuniu mais de 50 mil profissionais do mundo todo. O propósito da feira é reunir as principais lideranças do setor para discutir global trends, new technology and industry issues like ad blocking, como noticiou a AdAge.

A feira desse ano teve a presença de importantes parceiros da Alright Media, com destaque para a palestra do André Ferraz da In Loco Media no painel Today´s Marketing Maze – Solving the Cross Device Problem, ao lado de Erik Johnson, do Facebook, Matt Gilis, da AOL e Michiel Van Eldik, da Vimpel; e a Smartclip que está presente na feira desde suas primeiras edições.

In loco media - DMEXCO 2016 - André Ferraz

In Loco Media no DMEXCO 2016 – André Ferraz

artigo de leitura obrigatória foi escrito pelo Henrique Russowsky, da Jussi para o Proxxima. Russowsky faz um resumo muito interessante sobre os principais temas e lições vistos noevento deste ano. Cabe destaque aqui às questões crescentes e que não encontram respostas fáceis, como é o caso da mensuração de campanhas, a reinvenção dos publishers, o papel do video digital e a complexidade do mundo multitelas.

Dias atrás, o ExchengeWire listou previsões para o evento e cravou as principais tendências do mercado. Para você que quer estar atualizado, vale anotar estes temas e começar uma pesquisa séria, buscando referências e conceitos nos maiores veículos do segmento. Vamos à lista – uma espécie de buzzword generator 😉

_ TV and video convergence (convergência da TV e do vídeo digital)
_ Data, data, data (o mundo do marketing é o mundo dos dados: big data o tempo todo)
_ Content marketing (conteúdo alavanca o engajamento)
_ IoT (sim, a tal internet das coisas. Se já está difícil dominar o digital, imagina como será em breve)
_ Creativity (criatividade e inovação é uma das receitas indicadas pelos experts)
_ Programmable advertising environments (a mídia programática evoluiu e agora se chama programável)
_ Viewability (mais transparência e qualidade na entrega da mídia)

Ano que vem tem mais.

 

MOBILE

Aproveitando o momento da virada do celular sobre o desktop como device com o maior número de usuários no Brasil, nada mais justo que mergulharmos no tema.

Segundo pesquisa TIC Domicílios, 89% dos brasileiros conectados acessam a rede por smartphone, superando computadores pela primeira vez.

A pesquisa indicou ainda que os usuários de classes menos favorecidas e com baixa escolaridade são os que mais utilizam a internet apenas pelo celular – são 44% na classe C e 65% no conjunto das classes D e E. “Quem tem mais escolaridade e renda tem múltiplas plataformas de acesso: apenas 8% dos usuários da classe A ficou restrito ao celular”, afirmou Alexandre Barbosa, gerente do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), ligado ao NIC.br.

E um artigo escrito por Vivian Schiller para o The Drum aborda tendências em mobile. São 10 tendências inspiradas na pesquisa da Reuters, algumas são obviedades, mas outras trazem informações interessantes.

Obviedades como o domínio do Facebook no consumo de notícias e a necessidade de um estratégia mobile-first para marcas e publishers. Por outro lado, faz um alerta às marcas que utilizam apenas a TV em suas campanhas para o público idoso 55+, destacando o crescimento acelerado do consumo de meios digitais por essa geração. Quem aqui tem pai/mãe, tio/tia, avô/vó no Facebook e no Whatsapp sabe muito bem do que estamos falando. Já faz tempo que o vídeo mobile não é mais só coisa de adolescente.

Ad-blocking não poderia faltar  na lista. A Vivian crava que mobile ads como conhecemos hoje não sobreviverão. E talvez a previsão mais surpreendente é que mais pessoas preferem as notícias recomendadas por algoritmos baseados nas preferências e aspectos sociais do que a escolha de editores humanos. (Indicamos a leitura do nosso e-book Planetarium para entender como estas tendências farão parte do nosso dia a dia no futuro.)

A pesquisa da Reuters tem uma seção dedicada a cada país. Aqui está o Brasil. Chama a atenção o comparativo de consumo de notícias por canal. Enquanto TV e print (jornal e revista) perdem audiência, as redes sociais, especialmente o Facebook, cresce com grande velocidade.

Consumo de notícias por canal (Brasil)

Consumo de notícias por canal (Brasil)

 

INFLUENCERS

E para fechar a semana, uma matéria da Marketing Week sobre o uso de influenciadores em campanhas de marcas traz o caso da L’Oreal e seu esquadrão da beleza. O recado da gerente da marca para o Reino Unido é claro e não poderia ser mais verdadeiro:

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Depois dessa lição, só nos resta nos despedirmos.
See you next week 😉