Transformação digital no varejo: o que você não pode deixar de saber sobre a NRF 2018.

Todos os anos, milhares de varejistas brasileiros desembarcam em Nova York para buscar visão de futuro e inspiração para seus negócios na Retail’s Big Show da NRF (National Retail Federation). O Brasil representa a terceira maior delegação do evento, e por aqui se tornaram praxe os eventos “pós-NRF” realizados por associações comerciais e sindicatos para trazer os pontos altos do que foi visto por lá. Este ano a Alright esteve em dois destes eventos: Pós-NRF do Sindilojas Porto Alegre e o outro promovido pelo CDL Porto Alegre. Leia abaixo os pontos que destacamos.

 

 

  • 2018 será o ano da consolidação de tendências.

As palestras da NRF tradicionalmente eram marcadas por visões futuristas sobre o uso da tecnologia no varejo. Fornecedores de diversos países exibiam protótipos de realidade virtual, reconhecimento facial, atendentes-robôs e outras maravilhas tecnológicas que ainda estavam distantes da realidade do consumidor. Poucos varejistas adotavam o que era exibido na feira e, ainda assim, sem grande escala em suas redes de lojas.

Neste ano, o papo foi bem diferente. Os avanços tecnológicos estão cada vez mais presentes no dia a dia das lojas virtuais e físicas também. A internet das coisas, cada vez mais economicamente viável para o varejo, está permitindo uma conexão maior entre o nosso comportamento no PDV e os nossos dados disponíveis em plataformas de mídia programática.

 

  • O fim da barreira entre o físico e o digital.

A adoção de tecnologia pelos consumidores se tornou mais popular e ampla em todas as camadas da sociedade. Assim, a conexão entre os dados coletados no PDV e o nosso comportamento no digital está cada vez ao alcance de todo varejista, seja pequeno médio ou grande. Isso se dá muito por conta do smartphone que se tornou o elo de ligação entre o físico e o digital. O celular se converteu no principal canal de comunicação entre marca e consumidor. Rod Sides, vice presidente da Deloitte apresentou algumas informações sobre consumidores norte-americanos, entre elas o fato de que 92% dos consumidores utilizam o mobile enquanto compram e 89% enquanto assistem TV. No Brasil, o tráfego mobile já é mais de 70% do consumo de conteúdo de entretenimento e notícias. No último Black Friday cerca de 23% das compras em e-commerce foram feitas através do celular.

Não importa se a compra é feita pela internet ou loja física. As marcas que não souberem se comunicar no mobile não sobreviverão aos novos tempos. Além disso, nossos smartphones dizem muito sobre o nosso perfil comportamental e de consumo, permitindo que o varejo entenda individualmente nossa intenção de compra. Um exemplo de como isso acontece é a tecnologia exclusiva da In Loco Media capaz de utilizar o geobehavior através do histórico de localização para determinar se estamos interessados em algum produto.

 

  • Demográfico vs People Based Marketing.

Toda essa evolução tecnológica e coleta de dados tornou marketing baseado no comportamento da audiência como novo padrão do varejo. Somos capazes de multiplicar as oportunidades de negócios quando consideramos a individualidade e a intenção de consumo, para determinar o melhor momento de abordar o consumidor. Este ponto foi bastante abordado  por Martin Barthel, head de estratégia em Varejo e Comércio Global do Facebook na NRF.

As conexões de diferentes fontes de dados com as plataformas de mídia e conteúdo são o dia a dia da Alright. Cada plataforma que utilizamos traz diferentes fontes de dados e algoritmos especializados em compreender o comportamento do consumidor e, de um modo geral, a NRF foi uma confirmação de muitas soluções e ferramentas que trouxemos para o nosso mercado.

 

  • (Des)humanização dos canais de venda.

Os chatbots definitivamente invadiram o cenário do varejo mundial. A capacidade de contato com o consumidor está atingindo uma escala praticamente infinita, quando automatizamos essa interação através de robôs nos chats e canais de venda digitais. Porém ainda temos muito a evoluir no que diz respeito à capacidade dos chatbots compreenderem individualmente cada consumidor. A inteligência artificial, que evolui a cada dia, assume então um papel protagonista na construção desse diálogo. Existe uma corrida entre plataformas de tecnologia como o Google, Facebook, Outbrain entre outros, para construir os melhores algoritmos de interpretação de comportamento e interação com consumidor.

Ao mesmo tempo, o consumidor não deixa de exigir um contato mais humano e em canais cada vez mais adequados ao seu perfil. Neste sentido, WhatsApp e Instagram estão se tornando cada vez mais canais de venda direta com o consumidor. Isso significa que, enquanto os chatbots não evoluem o suficiente para tornar essa interação humana cada vez mais escalável precisamos olhar atentamente para as formas de conduzir o consumidor até os canais que permitem essa interação 1 a 1 com um atendente capacitado.

Michelle Bacharach, CEO da FINDMIND destacou: “Consumidor gasta 200% a mais quando você mostra o que ele precisa comprar.”

 

  • Branding e performance conectados.

Para finalizar, o resumo da NRF 2018 é: a tecnologia está permitindo que a comunicação de marca e conteúdo estratégico estejam cada vez mais conectados à performance em vendas, seja no PDV físico ou no e-commerce. O fim da fronteira entre o físico digital também está marcando o fim da fronteira entre o branding e a performance.

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