Archive for “outubro, 2016”

Past Week, Next Year – Do Mad Men ao Mad Tech

Quando criamos o Alright Media Summit na metade deste ano, não tínhamos dúvidas de que o Pyr Marcondes era um dos melhores, senão o melhor, profissional de comunicação para conectar todos os debates em torno da revolução de comportamento, negócios e tecnologia que vivemos hoje no mercado. Aqui um resumo do que foi o Alright Media Summit.

Esta semana, num de seus artigos no Meio & Mensagem, ele tocou num ponto crucial para a transformação de negócios tradicionais em negócios digitais: Estrutura Tecnológica.

Leia os artigos do Pyr Marcondes: Gargalos do Marketing Digital 1 e Gargalos do Marketing Digital 2.

As interações do consumidor em todos os pontos de contato das marcas se multiplicaram e o fio que conecta cada interação, a entrega de conteúdo e produtos em tempo real é a tecnologia. Não existe forma escalável de coordenar uma estrutura eficiente de marketing e vendas sem uma série de camadas de tecnologia envolvendo coleta de dados, automação, compra de mídia e interação em tempo real.

A tendência que irá se confirmar logo ali, em 2017, é a de que diretores de marketing serão responsáveis por comprar mais software do que o diretor de TI. Se colocarmos nessa conta a infraestrutura de tecnologia, esse investimento pode ser maior que o próprio investimento em publicidade, segundo pesquisa realizada pela Gartner.

O marketing se tornou uma profissão digital onde os softwares são os novos intermediários. Estamos saindo da era do Mad Men para era do Mad tech.

Hoje mesmo já existem casos aqui no Brasil onde a TI e o Marketing estão unificando orçamentos pois não existe mais diferença entre um setor e outro na visão de alguns empreendedores, principalmente no e-commerce.

LEGAL! ONDE EU APRENDO ISSO?

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Como sempre aconteceu no mundo da comunicação, a academia é que vai se adaptando ao mercado. Então, você dificilmente vai aprender isso na faculdade ou no mestrado. Você vai ter que juntar os pontos por conta própria e tirar suas conclusões. Ou contar com um parceiro de tecnologia que conduza você pelo caminho certo, para explorar todo potencial que o mercado oferece, mas dentro das características do seu negócio.

Esta pesquisa feita com mais de 100 executivos de agências e anunciantes americanos mostra que mais de 60% deles não tem suporte financeiro e técnico para aprender como utilizar a tecnologia a favor dos negócios.

“Brands can no longer simply rely on agencies to provide free training but must take active steps to improve their own skills and commit to a programme of continuous media education. Training is one key tool to upgrading that internal capability, alongside recruitment, but while many recognise the benefits that better media understanding could bring to their business in a fast changing media landscape, collectively brands are failing to invest enough time and money in media training”

Acreditamos que Media Education será um foco estratégico para qualquer empresa de todos os setores em 2017.

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Isso tudo faz muito publicitário criativo coçar a cabeça e pensar em abandonar o barco, pois esse negócio ficou sem aquele charme de outros tempos. Acreditamos que é exatamente o contrário. Tecnologias de dados de consumo de conteúdo e algoritmos que entendem o comportamento do consumidor só melhoram a qualidade criativa. Uma vez que você entende mais profundamente para quem comunicar, o foco da criatividade fica mais claro e mais aprofundado. Mas isso é um papo para um post específico sobre o tema da criatividade em tempos de Mad Tech.

Leia o artigo completo no The Drum.

Past Week, Next Year – O fim do modelo de negócio tradicional

Todos os dias recebemos inúmeros links de artigos e informações sobre o mercado e as mudanças cada vez mais constantes de valores, comportamento e negócios. Porém esta semana, uma frase ficou marcada como uma grande verdade ainda não dita de forma tão clara. Lá vai:

“É mais fácil uma empresa de software entrar na indústria do que a indústria contratar pessoas da área de software”.

Essa frase saiu deste artigo que coloca na mesa questões cruciais para qualquer gestor de negócio nos dias atuais. Para os nossos padrões e momento latinoamericano é ainda mais impressionante ver os pontos levantados, pois o artigo começa questionando as grandes corporações de tecnologia que estão baseadas em modelos tradicionais de distribuição, monetização e utilização da força de trabalho. Estamos diante do início de uma revolução da qual não se tem ideia do resultado final.

Essa revolução está chegando para todas as empresas e todos os setores, em todas as partes do mundo. Não importa se você é um revendedor, fabricante, um profissional de saúde, um produtor agrícola, ou de uma empresa farmacêutica. O seu modelo tradicional de distribuição, a mecânica de funcionamento, e método de criação de valor irá mudar nos próximos 5 anos; você quer liderar ou ser deixado para trás.”

O artigo lista 4 grandes fatores que estão conduzindo esta revolução:

Fator 1: Hiperconexão – não estamos só conectados pelo celular. Nosso carro, nosso tênis, nossa TV e tudo o que tem algum dado sendo processado e conectado nos transforma não só em consumidores, mas num conjunto de dados que podem ser acessados e explorados de alguma forma pela indústria.

Fator 2: Individualização – este fator se desdobra do fator 1. Se cada um de nós é um conjunto único de dados, logo podemos se acessados de forma individual pelos sistemas de automação.

Fator 3: Comoditização da tecnologia – A capacidade de processamento de dados e acesso aos dados foram reduzidos a microcentavos nos últimos anos. A nova fronteira é a inteligência artificial, capaz de processar dados de forma evolutiva, criando uma empatia entre homem-máquina que tende a igualar a capacidade da máquina emular o homem. Logo, a força de trabalho é escalável ao infinito no ambiente digital.

Fator 4: Novas habilidades nos negócios – as empresas são grandes organismos compostos por pessoas e suas habilidades funcionando num processo determinado. As habilidades necessárias estão mudando e os processos são decorrência disso.

Em seguida, o artigo enumera e explica os 6 elementos vitais para que uma empresa sobreviva a essa revolução.

Recomendamos uma leitura profunda deste material.

https://shift.newco.co/the-end-of-tech-companies-b093e82d1118#.x3jvpzp01