Archive for “setembro, 2016”

Past Week, Next Year – “Controle seus dados ou fique de fora do jogo na era digital”

Esta semana os anunciantes foram surpreendidos por esta declaração do Facebook assumindo que contabilizava de forma equivocada os views em vídeos. Não foi um descuido qualquer. Foram dois longos anos contabilizando somente 3 segundos como 1 view em vídeo. Isso mesmo: uma boa parte dos milhares de views dos seus vídeos não passaram de 3 segundos. Acredito que muita gente está com vontade de pedir o dinheiro de volta para o Mark Zuckerberg. Mas como o próprio Martin Sorrel disse à Folha “Google e Facebook jogam e apitam ao mesmo tempo.”. Para piorar, a maioria dos vídeos sequer são ouvidos no Facebook. A estimativa é de que cerca de 85% dos vídeos são vistos sem o som ativado.

Zuck, vamos usar legendas caso o som esteja desativado:

Como se defender desse tipo de “erro” no futuro? A resposta é: qualificação nos dados tanto na mensuração,como na entrega da campanha. A seleção da plataforma de distribuição de vídeo é fundamental para o sucesso de uma campanha. Quando a Alright Media estabeleceu parceria com a Smartclip, estava justamente buscando uma plataforma de vídeo que tivesse maior cobertura, melhores canais, formatos interativos, mas, principalmente, melhores ferramentas de mensuração.

A grande verdade sobre vídeo online é que estamos recém saindo da pré-história. E o meteoro ainda nem caiu na Terra para acabar com os dinossauros da TV e vídeo. Hoje, já utilizamos métricas que superam muito a mensuração de TV, baseada em pesquisa, e os “enganos” de gigantes como Google e Facebook. Somos capazes de mensurar viewability, som ativo, cobertura no target (TRP), interações e engajamento. Tudo numa única plataforma.

Na Europa, uma pesquisa recente mostrou que 92% dos consumidores se sentem insatisfeitos com a experiência geral do consumo de vídeos de marcas na web. O que os consumidores pedem na pesquisa é simples e óbvio:

  • 57% Gostariam que os video ads fossem mais curtos
  • 41% Gostariam de avançar o vídeo para escolher o que ver.
  • 21% Gostariam que os video ads fossem mais direcionados ao seu perfil.
  • 58% Seriam mais suscetíveis a ver vídeos se fossem interativos.

Por isso a variação de formatos e interatividade são tão importantes para nós da Alright Media.

 

MOBILE VÍDEO

A internet está cada vez mais no smartphone e isso muda muita coisa (além do som desligado) no consumo de vídeo. O Snapchat vem se posicionando como a nova TV da geração abaixo dos 18 anos. Dois grandes publishers do segmento esportivo se uniram para criar um programa de TV dentro do Snapchat, adaptando um formato tradicional para uma nova plataforma.

A Adidas comparou a retenção do usuário nos seus canais no Snapchat e Youtube e descobriu que o engajamento do primeiro é até 90% maior. Dois fatores importantes jogam a favor desse número para o Snapchat: o perfil da audiência e a experiência do usuário.

 

NO FIM DO DIA, ESTAMOS FALANDO DE DADOS

Não adianta falar do mesmo jeito para pessoas diferentes em plataformas diferentes. Seja em vídeo ou qualquer outro formato, é preciso conhecer a fundo a audiência e ter controle sobre a entrega.

Da escolha da plataforma ao resultado final, o retorno sobre o investimento passa pelo controle dos dados que somos capazes de coletar.

Num futuro não muito distante, as marcas vão usar a inteligência artificial para interagir individualmente com sua audiência e, também, para programar o conteúdo conforme o perfil de cada consumidor. Este estudo da Forrester Research antecipa este futuro com aplicações práticas.

“Real-time conversations, for instance, mean that customers and would-be customers become engaged, perhaps emotionally engaged, with chatbots and other such agents.”

Esta tendência também foi antecipada no nosso Planetarium onde contamos um pouco sobre o dia a dia de um vendedor de loja no futuro.

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O caminho até esse cenário futuro passa, invariavelmente, pelo entendimento do comportamento dos usuários e consumidores que a marca possui neste momento. Os anunciantes precisam compreender toda complexidade individual dos seus consumidores no ambiente digital. A explosão de conteúdos online nos tornou muito diferentes uns dos outros e não podemos mais ser agrupados por rasos dados demográficos.

A partir daí surge a necessidade de ter uma boa plataforma DMP para analisar, clusterizar e ativar as diferentes audiências que uma marca possui. Da mesma forma os veículos podem adotar esta plataforma para qualificar suas audiências. Sugerimos a leitura deste artigo onde temos inúmeras razões pelas quais marcas de veículos deveriam ter uma plataforma DMP.

Enfim, o resumo desta semana nos mostra como é importante coletar e analisar todos os dados disponíveis. Só assim teremos um planejamento mais focado, uma entrega de conteúdo mais precisa e, no fim do dia, não seremos enganados com métricas de views 3 segundos.

WebShoppers 2016 – E-commerce não sente a crise econômica do Brasil.

Realizado pela Ebit desde 2001, o WebShoppers é o  relatório de maior credibilidade sobre o comércio eletrônico brasileiro  e considerado a principal referência para os profissionais do segmento.

Tenha uma visão ampla do cenário atual do mercado de e-commerce,  as estimativas para 2016, bem como as mudanças de comportamento e preferências  dos consumidores.

Os insights obtidos pela pesquisa visam traçar o rumo do mercado de compras online e contribuir para o entendimento e desenvolvimento do setor.

Mesmo num dos piores anos da história da economia brasileira, o comércio eletrônico segue crescendo em ritmo acelerado.  Setor tem crescimento de 5,2% em relação ao mesmo período em 2015.

Destaques:

  • O Brasil registrou mais de 23,1 milhões de consumidores online
  • Mobile: 23% das vendas no mês de junho foram realizadas em smartphones.
  • Ciclo de compra:  as pessoas demoram em média 16 dias para concretizar a compra, por exemplo, de um celular/smartphone.

A Alright Media é parceira exclusiva do Buscapé Company na região sul. Juntos temos o compromisso em trazer conteúdos e soluções estratégicas para os nossos clientes, visando o crescimento do e-commerce e das marcas na região.

Veja o relatório completo: Webshoppers 2016.

 

DMEXCO 2016

Past Week, Next Year – DMEXCO 2106

Past Week, Next Year é o review semanal da Alright Media.

Trata-se de um resumo sobre os acontecimentos e debates mais quentes do mercado de Marketing Technology (MarTech) na semana que passou.

O nome é uma referência ao momento de mudanças aceleradas que vivemos. Em uma semana se avança um novo ano. Outra característica que se aplica é o tempo que as inovações e os temas principais acabam levando para se solidificarem e se tornarem, de fato, assunto no dia-a-dia de nosso mercado regional. Na semana passada foi falado, mas daqui um ano vamos ver o mercado dando real importância para a maioria das tendências.

 

DMEXCO

A semana foi marcada por mais uma edição da DMEXCO, feira especializada em AdTech, que aconteceu na Alemanha nos dias 14 e 15 de setembro, e reuniu mais de 50 mil profissionais do mundo todo. O propósito da feira é reunir as principais lideranças do setor para discutir global trends, new technology and industry issues like ad blocking, como noticiou a AdAge.

A feira desse ano teve a presença de importantes parceiros da Alright Media, com destaque para a palestra do André Ferraz da In Loco Media no painel Today´s Marketing Maze – Solving the Cross Device Problem, ao lado de Erik Johnson, do Facebook, Matt Gilis, da AOL e Michiel Van Eldik, da Vimpel; e a Smartclip que está presente na feira desde suas primeiras edições.

In loco media - DMEXCO 2016 - André Ferraz

In Loco Media no DMEXCO 2016 – André Ferraz

artigo de leitura obrigatória foi escrito pelo Henrique Russowsky, da Jussi para o Proxxima. Russowsky faz um resumo muito interessante sobre os principais temas e lições vistos noevento deste ano. Cabe destaque aqui às questões crescentes e que não encontram respostas fáceis, como é o caso da mensuração de campanhas, a reinvenção dos publishers, o papel do video digital e a complexidade do mundo multitelas.

Dias atrás, o ExchengeWire listou previsões para o evento e cravou as principais tendências do mercado. Para você que quer estar atualizado, vale anotar estes temas e começar uma pesquisa séria, buscando referências e conceitos nos maiores veículos do segmento. Vamos à lista – uma espécie de buzzword generator 😉

_ TV and video convergence (convergência da TV e do vídeo digital)
_ Data, data, data (o mundo do marketing é o mundo dos dados: big data o tempo todo)
_ Content marketing (conteúdo alavanca o engajamento)
_ IoT (sim, a tal internet das coisas. Se já está difícil dominar o digital, imagina como será em breve)
_ Creativity (criatividade e inovação é uma das receitas indicadas pelos experts)
_ Programmable advertising environments (a mídia programática evoluiu e agora se chama programável)
_ Viewability (mais transparência e qualidade na entrega da mídia)

Ano que vem tem mais.

 

MOBILE

Aproveitando o momento da virada do celular sobre o desktop como device com o maior número de usuários no Brasil, nada mais justo que mergulharmos no tema.

Segundo pesquisa TIC Domicílios, 89% dos brasileiros conectados acessam a rede por smartphone, superando computadores pela primeira vez.

A pesquisa indicou ainda que os usuários de classes menos favorecidas e com baixa escolaridade são os que mais utilizam a internet apenas pelo celular – são 44% na classe C e 65% no conjunto das classes D e E. “Quem tem mais escolaridade e renda tem múltiplas plataformas de acesso: apenas 8% dos usuários da classe A ficou restrito ao celular”, afirmou Alexandre Barbosa, gerente do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), ligado ao NIC.br.

E um artigo escrito por Vivian Schiller para o The Drum aborda tendências em mobile. São 10 tendências inspiradas na pesquisa da Reuters, algumas são obviedades, mas outras trazem informações interessantes.

Obviedades como o domínio do Facebook no consumo de notícias e a necessidade de um estratégia mobile-first para marcas e publishers. Por outro lado, faz um alerta às marcas que utilizam apenas a TV em suas campanhas para o público idoso 55+, destacando o crescimento acelerado do consumo de meios digitais por essa geração. Quem aqui tem pai/mãe, tio/tia, avô/vó no Facebook e no Whatsapp sabe muito bem do que estamos falando. Já faz tempo que o vídeo mobile não é mais só coisa de adolescente.

Ad-blocking não poderia faltar  na lista. A Vivian crava que mobile ads como conhecemos hoje não sobreviverão. E talvez a previsão mais surpreendente é que mais pessoas preferem as notícias recomendadas por algoritmos baseados nas preferências e aspectos sociais do que a escolha de editores humanos. (Indicamos a leitura do nosso e-book Planetarium para entender como estas tendências farão parte do nosso dia a dia no futuro.)

A pesquisa da Reuters tem uma seção dedicada a cada país. Aqui está o Brasil. Chama a atenção o comparativo de consumo de notícias por canal. Enquanto TV e print (jornal e revista) perdem audiência, as redes sociais, especialmente o Facebook, cresce com grande velocidade.

Consumo de notícias por canal (Brasil)

Consumo de notícias por canal (Brasil)

 

INFLUENCERS

E para fechar a semana, uma matéria da Marketing Week sobre o uso de influenciadores em campanhas de marcas traz o caso da L’Oreal e seu esquadrão da beleza. O recado da gerente da marca para o Reino Unido é claro e não poderia ser mais verdadeiro:

influencers-loreal

Depois dessa lição, só nos resta nos despedirmos.
See you next week 😉